segunda-feira, 16 de março de 2009

NUNCA MAIS UM ENCONTRO FEMINISTA SEM NÓS!

Por: Gabriela Veloso, Maria Camila e Roseane Ribeiro.

1200, este é o número de participantes do XI Encontro Latino Americano e do caribe - EFLAC que ocorre do dia 16 a 20 na Cidade do México. Dissemos 'participantes', por que pela primeira vez não só mulheres participam, mas também travestis. Pois bem, isso é assunto para um outro artigo a ser postado após a mesa de discussão que ocorrerá amanhã dia 17. O cadastramento do evento começou desde as 9 da manhã de hoje, quando ainda estavamos no aeroporto passando pela ultima etapa de toda essa burocracia que foi para conseguir entrar no México, que é a alfandega. A abertura se iniciou as 18:30h, quando foi exibido um vídeo sobre algumas feministas históricas da América latina, no entanto, sentimos falta de uma ou mais feministas brasileiras nele. Porém esperamos que ao decorrer do encontro, não só feministas brasileiras como também jovens, negras sejam visibilizadas! Além disso, a abertura contou com alguns rituais de culto a natureza, dentre eles um especial que retratava através da pintura no corpo das mulheres o aprisionamento delas, e que as forças da natureza trazem a autonomia do corpo das mulheres. Ao término da abertura, enquanto acontecia um coquetel para recepcionar as feminista nós entrevistamos a Maria de Lourdes Maya, de 26 anos e que é participante do Elige - México. "Lúlu", como é conhecida, já se identifica e atua na causa feminista há 4 anos. Para ela, ser jovem feminista é um desafio em dois sentidos, por um lado as jovens são discriminadas pela "falta de experiência", e além disso necessitam ter uma posição frente ao mundo. Ela contou ainda sobre o desafio de ser uma jovem que está na organização do encontro "muitas vezes falta congruência entre as feministas, por que por sermos jovens de repente elas creem que pode guiar molestias contigo". E acrescentou a respeito de suas espectativas " creio que toda América Latina tem condições muito particulares que as diferenciam de outras zonas. Por isso é muito importante que as mulheres desta região dialogem e participem na construção de uma nação onde se pode viver sem discriminação com equidade, e respeitando a diversidade entre as pessoas, sobretudo entre as mulheres jovens!"

** A proposta desta edição especial do Diálogo Jovem não é produzir textos jornalísticos, mas fazer com que as jovens que não estão aqui possam acompanhar este momento histórico. Por isso, acompanhe o blog ao decorrer do encontro!


quinta-feira, 5 de março de 2009

CARTA MANIFESTO DAS CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR SOBRE O BISPO DE PERNANBUCO


O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade. A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo. Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma? Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu?Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas. Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.
São Paulo, 05 de março de 2009
Católicas pelo Direito de Decidir


sábado, 28 de fevereiro de 2009

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


No dia 08 de março é nosso dia, no qual vamos para as ruas reivindicar nosso direitos de mulher Jovem, Negra, Indigena, Lésbica, Bissexual, Branca em fim todas as mulheres de nossa Sociedade.

Vamos acabar com o Machismo, Patriarcado, Preconceito, Violência, Homofobia, Lesbofobia e fazer com que a Mulher tenha direito de Decidir sobre seu proprio Corpo.

Aparti das 10:00 horas da Manhã estaremos todas juntas na praça Oswaldo Cruz (SP), esperamos Vocês Lá.

" A Nossa luta e toda dia, somos Mulheres e não Mercadoria."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SHOW DA ANDREIA NAYRIM VOZ E VIOLÃO


Andreia Nayrim Jovem Feminista, Ativista da Diretoria do Grupo Coturno de Vênus estará se apresentando no dias 07 e 08 de março no Auditório Administrativo de Planaltina - Brasilia (DF)



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

LIBERDADE


Liberdade vem e canta
e saúda este novo Sol que vem.
Canta com alegria o escondido
amor que no peito tens.
Mira o céu azul
espaço aberto pra te acolher
Mira o céu azul
espaço aberto pra te acolher
Liberdade vem e pisa
este firme chão de verde ramagem.
Canta louvando as flores
que ao bailar do vento
fazem sua mensagem.
Mira estas flores
abraço aberto pra te colher.
Mira estas flores
abraço aberto pra te acolher.
Liberdade vem e pousa
nesta dura América triste vendida.
Canta com o teu grito
nossos filhos mortos e a paz ferida.
Mira este lugar
desejo aberto pra te acolher.
Mira este lugar
desejo aberto pra te acolher.
Liberdade, liberdade
és o desejo que nos faz viver.
És o grande sentido
de uma vida pronta para morrer.
Mira o nosso chão
banhado em sangue pra reviver.
Mira a nossa América
banhada em morte pra renascer.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

AS JOVENS FEMINISTAS

Nosso Feminismo é para todas as mulheres que sofrem nessa sociedade e estamos espalhadas nos quatros cantos desse país.
Somos Indígenas, Negras, Brancas, Pardas, Lésbicas, Bissexuais e somos Jovens Feministas.
Acreditamos em cada uma de nós que sempre estar fazendo algo para melhorar nossa sociedade. Lutamos contra o Machismo, Preconceito e o Patriarcado.
Quando se ouve falar em Jovem Feminista algumas pessoas acham que somos inexperientes mais não é essa imagem que passamos, pois sempre estamos em todos os espaços para construir.
Queremos levar nossa luta para todos os lugares e garantir para que as mulheres em especial as jovens possam gozar de seus direitos de políticas publicas.
Aqui também temos nossa pequena carta de Princípios para vocês conhecerem um pouco do nosso trabalho.


Carta de Princípios

Articulação Brasileira de Jovens Feministas
A Articulação Brasileira de Jovens Feministas é uma rede constituída por
mulheres jovens independentes, de organizações e movimentos: negras,
lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais, da periferia, sindicalistas e de
populações tradicionais e provenientes de diferentes regiões do Brasil.
Tem um caráter democrático, suprapartidário, anti-capitalista, anti-racista, antipatriarcal,
anti-lesbofóbico, não sexista, não adultocêntrico, não confessional,
não hierárquico e não governamental.
Surge a partir da percepção de que as mulheres jovens possuem
especificidades que devem ser visibilizadas nos movimentos feministas e de
juventudes.
Constitui-se como espaço importante de diálogo e empoderamento das
mulheres jovens, sobretudo o fortalecimento à participação política e cidadã,
defesa dos direitos humanos e dos direitos sexuais e reprodutivos como
direitos humanos, reafirmando acordos e tratados ratificados pelo Brasil.
As mulheres jovens, integrantes da Articulação Brasileira de Jovens
Feministas, reunidas no I Encontro Nacional de Jovens Feministas, realizado
na cidade de Maracanaú - Ceará, de 13 a 15 de março de 2008, consideram
necessário e legítimo estabelecer uma Carta de Princípios que oriente o
funcionamento da Articulação Brasileira de Jovens Feministas.
Os Princípios contidos na Carta, a ser respeitada por todas que queiram
participar desta Articulação, serão condutores para os processos a serem
realizados, sobretudo sobre o perfil político, a participação e o compromisso
das integrantes para com a Articulação Brasileira de Jovens Feministas, que se
orientará pelas seguintes diretrizes:
1. Garantia dos Direitos Humanos das mulheres jovens, buscando a
eliminação das desigualdades geracionais, de gênero, classe,
raça/etnia, de orientação afetivo-sexual, de diversidade religiosa e de
pessoas com deficiência e regionalidades;
2. Direito de vivenciar a cidadania de forma plena e ativa, garantido a
qualidade de vida, direitos sociais e constitucionais;
3. Em defesa da vida das mulheres jovens, visando à garantia dos direitos
humanos, direitos sexuais e reprodutivos, bem como o acesso pleno e
humanizado aos serviços de saúde, respeitando as diversidades;
4. Reconhecimento do direito à liberdade de orientação afetivo-sexual e
expressão sexual como um direito humano;
5. Compromisso com as lutas feministas, incorporando e defendendo as
bandeiras de luta dos feminismos que compõem o movimento feminista,
combatendo as opressões geracionais, de gênero, raça/etnia, orientação
afetivo-sexual, diversidade religiosa, pessoas com deficiência,
regionalidades/territorialidades e suas conseqüências na vida das
mulheres jovens;
6. Compromisso com a luta pela legalização e descriminalização do aborto;
7. Compromisso de atuar em defesa dos direitos e de políticas públicas
que eliminem a discriminação e a violência contra as mulheres, em
especial às jovens;
8. Enfrentar as opressões econômicas e sociais que colocam as jovens
mulheres, em condição de desigualdade;
9. Repudiar todas as formas de racismo, etnocentrismo, discriminação e
intolerâncias correlatas;
10. Defender ações afirmativas e políticas públicas de promoção da
igualdade que fomentem os direitos das mulheres jovens;
11.Combater a lesbofobia e intolerâncias correlatas;
12.Garantir debates de conscientização e prevenção das DST/AIDS, bem
como o tema da feminização da AIDS entre mulheres jovens,
respeitando as diversidades afetivo-sexuais, de identidade de gênero e raça/etnia;
13.Dar visibilidade a pauta das mulheres jovens nos movimentos feministas
e nos movimentos de juventudes;
14. Combater o capitalismo e suas formas de expressão, bem como os
impactos na vida das mulheres, em especial às jovens;
15. Combater a mercantilização dos corpos das mulheres, bem como a
Exploração Sexual e o Tráfico para fins sexuais, em especial às jovens;
16. Garantir debates democráticos, aprofundamento de reflexões,
formulação de propostas, troca livre de experiências e a articulação para
ações eficazes sobre os direitos das jovens mulheres;
17.Garantir um perfil plural, diversificado, não governamental, não partidário
e sem vínculos religiosos;
18.Articular de forma descentralizada: indivíduos, entidades, fóruns, redes,
ong's e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao
internacional, pela construção de políticas públicas para juventude.
A Articulação Brasileira de Jovens Feministas reconhece a luta dos
movimentos feministas que contribuíram, contribuem e contribuirão para o
avanço da equidade entre os gêneros, a livre orientação e expressão afetivosexual,
raça/etnia, classe social, no debate sobre políticas públicas para as
mulheres.
Para nós, esta Articulação atuará em conjunto a estes objetivos e outros mais,
garantindo um amplo espaço de participação para as jovens mulheres, as
especificidades e o respeito às diversidades; sem discriminações, intolerâncias
e quaisquer outras formas de preconceitos.
Por entendermos que os diretos das mulheres jovens são direitos humanos,
acreditamos que os objetivos da Articulação Brasileira de Jovens Feministas
serão alcançados em conjunto com os setores organizados da sociedade civil
brasileira, respeitando a identidade e a intervenção autônoma de cada
organização, na luta para a construção e o efetivo exercício da democracia e
da cidadania.



Aprovada e adotada em Maracanaú - CE, em 15 de março de 2008, pelas jovensmulheres que constituem a Articulação Brasileira de Jovens Feministas

sábado, 10 de janeiro de 2009

Poesia GLS

Eu sou GLS
E isso não faz mal
Eu decido por meu corpo
De uma forma natural
Nós temos a liberdade
De viver e se divertir
Poder amar a quem quiser
E escolher para onde ir
A crítica é construtiva
O preconceito é que faz mal
Cuide mais de sua vida
Que a minha é normal
Nós temos o direito
De amar o mesmo ser
Esquecer o preconceito
De lutar e tentar viver.


(Gabriella Cosme)